Agridoce

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"you can tell from the scars on my arms and cracks in my hips and the dents in my car and the blisters on my lips that i'm not the carefullest of girls"

Glory Box

1.3.18

É como andar de bicicleta sem rodinha. Foi quando comecei a entender que toda existência tem uma função, que cada dia depende, que o tempo nublado traz consigo o presente de te fazer perceber que, na medida do possível, sua escolha o torna um dia atípico e bonito. Também foi quando me permiti ser. E nesse ponto eu entendi que até quem me conhece tem uma visão diferente sobre mim. Encarar isso com tranquilidade me fez aproveitar as facetas que sempre soube que tinha. Já julguei mal, já me julgaram mal. Hoje prefiro dizer e ver isso de outra maneira. Quem se importa e permanece, vice-versa, tirará um tempo pra me conhecer (seja lá em qual fase eu estiver). E se a pessoa não gostar do que viu, eu permanecerei aqui pra mim. Tão fiel aos meus instintos. Um bicho que brinca, chora, percebe o perigo, corre ou luta. Meu próprio bicho. É tudo sobre instinto. Finalmente confio em mim.

17.1.18

just a little

I think I feel a little hurt, my fists are turning coal to diamonds.
Why no one told me so much work would all go into trying?
Oh but the feelings ain't the same... how some things never change.
Well, nobody is perfect and I knew better anyways.
I thought about 'til my head hurt.
I thought about it, but it only made things worse.
I thought about it till my head hurt.
I thought about it but it only made things worse.
So I was wrong
What could I do?
I knew all along...
I'm a fool for you.

11.12.17

Brega but True

A vida é um deleite. Todos os móveis, o cobertor por cima da perna, a iluminação da tarde com cortinas fechadas (a luz entrando com carinho), os gatos relaxados e preguiçosos. Eu. Seios de fora, pele quente, cabelos oleosos, hálito de menta. Eu. Lofi hip hop no fone, fumaça de sândalo. Estereótipo da gratidão. Sem vergonha. Eu aceito.

9.11.17

salva-vidas

O gato se espreguiça olhando nos meus olhos. As patinhas esticadas tocando meu rosto. A gente sempre cria um jeito de dar sentido às coisas. Formas humanas em tomadas. Gatos que pensam e falam. Em dois minutos penso em todas as maneiras que já fracassei. Em tudo que não consegui e no quanto me detesto. O gato deita no meu pescoço e se ajeita como um cachecol. Imobilizada, olho pro teto e percebo que parei de pensar naquelas coisas. Bom, pensar isso já é lembrar de pensar, mas ainda vale. Como é cansativo e eu ainda nem levantei da cama. De novo ele me olha. Dessa vez levanta e começa a me dar mordidinhas no ombro, nas costas, nos pés. Eu, alga presa. Ele, corrente marítima. Me mostra o mar mesmo eu querendo me afogar. "Amanhã você tenta nadar, não tem pressa".
Aos 30 o cabelo curto. Até lá tem muito pensamento pra crescer. Parece que vivo umas três fases por dia. Não são várias pessoas dentro de mim. Sou eu tentando cortar a rigidez e existir cada dia como eu quiser e, se um dia acontecer, estacionar com um sorriso no rosto em um tipo de existência.

24.9.17

I'll hit the bottom

As drogas me deram a coragem e a liberdade para me tornar quem eu sou. E quando falo em drogas pode contar com a porra toda. Aquelas prescritas por outros e aquelas prescritas por nós mesmos. Tenho falado enquanto durmo. Tenho me sentido Gael, confundindo sonho com realidade; entre crises de choro e de amor, segue tentando consertar o passado ou o que ainda vai ser.  Quando elas se acomodam e os efeitos se tornam mesquinhos, vou realizando os personagens que sou. O quão patética, falsa, louca, o que você quiser. Eu te leio e te dou o que posso, te faço sorrir, pensar profundo, pensar leve, basta você querer. Uma canalha limitada. Compreende que é aí que ocorre a colisão? Tudo o que eu sou vira areia. O mar me toca. A vida é bonita.